Copenhaga, por um planeta, livre, justo, Comúm

Porque a violencia mediaombiental tamén é violencia de xénero, que nos afecta ás mulleres especialmente, sobre todo onde trallamos en condicións indignas, especialmente afectadas pola contaminación das maquilas que nos explotan nas fronteiras dos países do sul, porque esa violencia fai que soframos enfermidades consecuencia das emisións do grande capital, porque parimos criaturas enfermas que son vistas como man de obra barata para manter este sistema contaminante e contaminado Nomepisesofreghao adherímonos ao manifesto elaborado por varias compas galegas que van andar por Copenhaga:

O presente está em jogo. O futuro é incerto.
Entre o 7 e o 18 de dezembro terá lugar em Copenhaga (Dinamarca) a
Conferencia sobre o Cambio Climático auspiciada pola ONU e sustentada
globalmente no paradigma do “capitalismo verde”.
No plano mediático esta-se a simplificar a cimeira dentro do marco da
redefiniçom das emissons de CO2 a nivel global. Por desgraça, a agenda da
cimeira COP15 e a realidade do planeta é muito máis complexa. Complexa
pois atopámo-nos no tempo objetivo da crise económica e financieira e
semelha que, com a governanza climática do planeta em jogo, grandes
reajustes podem vir dados em Copenhaga desde xs poderosxs da terra para
perpetuar um sistema produtivo, um modelo de consumo e umha estructura de
dominio que nos tem levado a caminhar no umbral da modificaçom radical do
mundo e da natureza até agora conhecidos.

Umha Crise, a que atravesamos, que estoupa no intre precisso onde o perigo
climático empeça a ser evidente, relevante, e inexoravelmente permanente.
Nos últimos decenios a obsessom polo crecemento do capital viu aparelhado
dum injustificavel aumento do expolio do planeta, dos seus recursos
finitos. Uns recursos que formam parte do “procomúm”, do bem comum da
humanidade e que hoje seguem a ser gestionados e devorados por actores
complementarios: o mundo occidental -do que formamos queiramos ou nom,
activa parte-, os paises em crescemento, ou as empresas transnacionais
conectadas ja como organismos parásitarios que afogam sem dilaçom um
hóspede planetario chamado Terra.
Actores visiveis e invisiveis que, diseminados de forma capilar pola
geografía humana e o territorio global, formam um continuum inserto
direitamente no plano do sistema-mundo capitalista.

Entendemos que no marco da Conferencia do COP 15 em Copenhaga desenhara-se
o modelo que o capitalismo aplicará nos próximos e aínda decisivos anos
ante esta evidente crise ecologica. Desde arriba, desde o poder, os
debates previos nom deixam lugar a dúvidas: aqueles que governam o planeta
nom entendem de justiça climática e estám dispostos a governar um mundo
cada vez máis insostivel e desigual.

Desde abaixo, as pessoas e os movimentos sociais abaixo e a esquerda
tomamos a palavra. Organizando grandes movilizaçons com centro em
Copenhaga pero que também se extenderám de forma vírica a nível global.
Fazendo propostas concretas por um mundo diverso em clave de alternativa
aquí e agora ao modelo neoliberal.

Fronte ao cenario do espectáculo das grandes cimeiras, desde os movimentos
nom so plantejamos grandes protestos. Plantejamos a autonomía e a
independência de povos e comunidades organizados em chave de geraçom de
recursos proprios que destruem o ciclo de dependenças do capitalismo
actual. Plantejamos também o conceito de justiça climática aparelhado a
autogestom dos territorios. Plantejamos, final e definitivamente um hoje e
um manha realmente verde, lógico e coerente no que o decrecemento no
consumo e no modelo de produçom energetica, industrial e agraria actual
posibilite um futuro efectivo, real e digno para todas e todos.

Activistas, espaços, colectivos e redes de movimentos sociais da Galiza
estaremos nas rúas, aquí ou em Copenhaga defendendo um universo de luitas
para cambiar aquí e agora os nossos Mundos, o nosso Planeta, ao fim, a
nossa Terra.
…Mudemos o Sistema, nom o Clima!

adessons a stopcop15@fugaemrede.info

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